Descrição
Estudos recentes descrevem a ocorrência recorrente de plásticos no trato digestivo de aves marinhas e cetáceos, por exemplo, residentes e costeiros, em diversos países. Fragmentos de plásticos em oceanos podem ser ingeridos pela fauna marinha, causando eventuais bloqueios e ulcerações gastrointestinais, sendo também fontes de compostos orgânicos comprovadamente poluentes e tóxicos ao metabolismo animal, e.g., ésteres de ftalatos.
No litoral catarinense, salvo melhor juízo e apesar da reconhecida poluição dos ecossistemas
marinhos com aqueles polímeros, inexistem estudos sobre a detecção e quantificação de ftalatos na fauna marinha. Este projeto atende a demanda social vinculada ao monitoramento de praias no litoral catarinense, realizado por empresa parceira, i.e., Associação R3 Animal (Florianópolis, SC). Para tal, considera uma abordagem quali/quantitativa à análise de plásticos no trato digestivo e de ftalatos em amostras de glândulas uropigianas e de tecido adiposo de populações residentes de aves e cetáceos (toninhas) monitoradas no litoral catarinense. Os dados gerados permitirão a instituição parceira dimensionar a ocorrência e os impactos desses xenobióticos sobre aquelas populações da fauna, as quais, consoante aos resultados, poderão ser sugeridas como bioindicadoras da qualidade
ambiental de ecossistemas marinhos catarinenses. Tal abordagem de estudo tem sido adotada por órgãos internacionais de proteção ambiental ao monitoramento da ocorrência e dos impactos de plásticos no ambiente marinho, subsidiando com base técnico-científica ações de manejo de populações e ecossistemas marinhos, bem como de políticas públicas à conservação de ambientes marinhos e de água doce.